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a-filha-do-capitc3a3oAutor: José Rodrigues dos Santos

634 Páginas

Este foi o primeiro livro que li do José Rodrigues dos Santos. Eu via-o no telejornal da RTP 1 desde a minha infância e o seu profisionalismo e empatia com o tele espectador sempre me impressionou. Em 2004 vi o livro á venda num hipermercado. O título e o resumo na contra capa cativou-me. Quando vi o nome do autor, nem pensei duas vezes, comprei logo o livro. Comecei a ler e numa semana acabei o livro. Já o li há muito tempo e recentemente reli outra vez para partilhar aqui no blog a bela história consigo.

A personagem principal do livro é o Afonso, o filho de um pobre jornaleiro (não que vende jornais, mas que trabalha à jornada) e que vivia com muitas dificuldades financeiras com a sua família. Um dia é convidado a trabalhar na casa de uma senhora rica que tinha uma filha chamada Carolina. O Afonso começa a conviver e a dar-se bem com a filha e esta com ele. A mãe não gosta nada do assunto. Apesar de o Afonso ser bom rapaz, não lhe parece nada bem a filha dar-se com um rapaz tão pobre e sem educação formal. Resolve falar com a mãe dele e propõe mandar o Afonso estudar para padre. Diz que prometeu a Nossa Senhora tal feito (mentira obviamente). A mãe e o pai aceitam e o Afonso lá vai estudar para padre.

Uns anos depois é expulso do seminário pois gostava muito de futebol e andava sempre a dar chutos nas pedras. Fora do seminário alista-se para combater na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha no exercito Português. Fica alojado num castelo onde conhece o amor da sua vida, a Agnés Chevallier, uma linda mulher francesa. Agnés era filha de um produtor de vinhos. Na sua tenra idade adulta conhece um homem com o qual decide casar. O seu marido vem a tombar na Primeira Guerra Mundial e Agnés fica viúva. Um idoso rico, dono de uma mansão, pede a Agnés para ir viver com ele, pois queria a sua companhia. Pouco tempo depois pede a mão de Agnés em casamento. Ela não o amava, mas como não tinha mais ninguém aceitou. Afonso como capitão fica hospedado na mansão do idoso rico e conhece Agnés. Os dois têm um caso e pouco depois ela sai da mansão para ir viver com Afonso. Fica apavorada todos os dias com a ideia de Afonso ir combater para a guerra. Este diz-lhe que apenas trabalha na secretaria e não na frente da batalha. Esta mentira era para descansar Agnés. Acontece que Afonso é capturado pelos Alemães depois de se render e Agnés vem a morrer de uma epidemia da época. Ela tinha tido uma filha do Afonso. Ele ainda não sabia de nada. Volta a Portugal depois de a guerra terminar e volta a encontrar Carolina que agora também era viúva. Os dois decidem casar. Agnés antes de morrer tinha escrito muitas cartas a Afonso a falar-lhe sobre a filha que era dele. A mãe de Carolina, uma vez mais, decide interferir na vida de Afonso e desvia as cartas. Afonso só vem a descobrir dez anos depois quando a mãe da Carolina morre e vai imediatamente para França á procura da filha. Volta com ela para Portugal onde ficam a viver todos. Uma história linda, entusiasmante mas um pouco trágica.

Este livro vale a pena ler mais do que uma vez.

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